Ana Vaz "Moda e Poesia"

Moça das letras, literata convicta e apaixonada .
Ana Vaz nasceu pra poesia e pras coisas da arte . Modelista e designer de moda não sabe se faz versos ou roupas-
Este é o mundo poético fashoin da Ana Vaz -Versando a poesia que te veste!

Moda e Poesia
Ana Vaz

Verdades incontestáveis

Sem um par de meias qualquer frio é insuportável.



25-07-2014

Versinhos que encontro perdidos por aí …

Felicidade Relativa

Eu sou tão feliz , mas quando machuco eu choro .

Ary Vaz 

em uma tarde colorida de 2012 - (As cores, elas vinham do Ary ?)

Digam o que disserem, mas a Lua continua sendo o LSD dos poetas.
Mario Quintana 

E eu que como poesia , me faço de poeta - só sei fazer admirar a luz estonteante que entra pela minha janela - cheia , intensa, redonda , encantadora …

Na verdade eu nem deveria dizer-lhes isto , faz tempo que não me aventuro pelas bandas rítmicas da palavra , mas é que essa lua ! essa lua , vocês sabem , botam a gente comovido feito o diabo -

Domingo

 

Domingo trouxe o verão, o despertar pela luz do sol

O cantar dos pássaros.

Café da manhã com gosto de novidades.

Trouxe as brincadeiras das crianças.

Os disse- me- disse

As deduções investigativas para deixar de queixo caído qualquer Sherlock Holmes.

Histórias dos amores que nunca foram , mas que sempre serão.

Trouxe cama.

Casamentos e não –casamentos .

O incrível e genial espectáculo da vida em uma ninhada de gatinhos caramelos.

Mágica pronta que vem dentro de uma caixinha.

Pintanga vermelhinha no pé, pastel quentinho, uva, queijo e café.

Trouxe um feixe de luz pelas entranhas da persiana que irradiou e confortou, de uma só vez , todos os  corações presentes,  ali , na grande varanda.

Domingo trouxe a certeza de que algumas coisas nunca mudam.

Ainda bem.

Ana Luisa Vaz 

20.10.2013

Domingo. Enquanto a casa de minha avó me devolvia os sorrisos que há tempos eu havia esquecido por lá.

Não é meu, mas bem que eu queria que fosse…

Acerca da travessia de José Arcádio Buendía , lá pelas bandas de Macondo.

”(…) - Vim para o funeral do rei.

 Então entraram no quarto de José Arcádio Buendía, o sacudiram, com todas as forças , gritaram em sou ouvido, puseram um espelho diante de suas narinas, mas não conseguiram despertá-lo. Pouco depois, quando o carpinteiro tomava as medidas para o ataúde, viram através da janela que estava caindo uma garoa de minúsculas flores amarelas. Caíram a noite inteira sobre o povoado numa tempestade silenciosa, e cobriram os telhados e tamparam as portas e sufocaram os animais que dormiam na intempérie. Tantas flores caíram do céu, que as ruas amanheceram atapetadas por uma colcha compacta, e foi preciso abri-las de novo com pás e ancinhos para que o cortejo pudesse passar.”

Gabriel García Márquez 

Cem Anos de solidão.

Sobre sonhos.

De todos os sonhos de Ana talvez este fosse o maior : Ana, sonhava em ser vizinha do mar ! 

Ninguém sabia de onde é que vinha o tamanho fascínio marítimo da menina, mas um dos maiores motivos era certeiro, Ana queria adormecer todas as noites embalada pelas cantigas de mar. 

Guarapari- ES 

14.10.13 

Enquanto da janela do carro me despedia do mar e de um pouco de mim.

Lord Ramon

Primavera.Faz frio.Em meio a multidão da cidade que trabalha eu me encontro . A solidão é amiga e estimula os porquês.

O futuro me causa algo que não sei dizer. No fim da selva de concreto há uma luz . Entro na exposição de arte. Me perco em cores. 

O grito é do quadro ou sou eu mesmo que grito?

A vida aqui ,em momentos assim, parece interminável.

O mundo é pequeno para tantas dúvidas e transcender após o almoço dá preguiça.

Tinha tanto a fazer

Tenho tanto a pensar

Queria tanto entender…

E naquela tarde da primavera cinzenta me inquietava em perguntar :

Haveria no céu goma ácida de mascar?

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Timóteo , 08.10.13 , 

à um amigo , que tenho para mim , estava sentado em uma nuvem mascando chiclé e rindo do meu banho de chuva.

Ana Luisa Vaz